terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ignorância de amar

Olhar que mostram sentimentos abalados por seus próprios atos, pelos seus próprios caminhos traçados.
Decisões continuamente interrogadas, perguntas sem respostas, conclusões sem fundamentos. Assim se sentia aquela pobre menina trajando luto, um ar a sua volta de pura embriaguês, nicotina pura em seus cabelos e uma blusa tão larga quanto seus sapatos.
Mas um amigo ela tinha pra falar, por mais que ela dormisse não descansava.
E suas noites caiam em um copo de wisk e no filtro de um cigarro barato.
Fim trágico ela teve, morreu de tanto beber, fumar e pior ainda com o coração tomado pelo sofrimento, pela dor de um amor adolescente. Coração com um buraco escuro, sangrento.
Ao seu enterro apenas seu amigo aparecera. Ajoelhado sobre o caixão ele chorava, gritava e o sofrimento tomava conta dele do primeiro fio de cabelo até a ponta dos dedos do pé.
- MEU AMOR, MEU AMOR! ... Desabafava em prantos...

Mal ela percebeu que seu amigo a amava e o mesmo sofrimento ela acabava de causar nele prometendo lhe o mesmo fim trágico.

Amar não é simplesmente ficar cega e ter olhos apenas para quem deseja mas também é notar quem te quer bem e quem te faz feliz.

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